Cecilia Meireles 7/11/1901, Niterói (RJ) - 9/11/1964, Rio de Janeiro (RJ).
 
Alguns títulos: Poesia: espectros, Nunca mais..., Poemas dos poemas, Baladas para El-Rei, Viagem, Vaga música, Mar absoluto, Retrato natural, Doze noturnos de Holanda, O aeronauta, Romanceiro da Inconfidência,Solombra, Giroflê, Giroflá, Escolha o seu sonho, Olhinhos de gato.

POR QUE ESCREVO

 

"Se eu inventei palavras? Não. Isto nunca me preocupou. No inventar há um certa dose de vaidade. 'In­ventei. É meu'. O que me fascina é a palavra que descubro, uma palavra antiga abandonada e que já pertenceu a tanta gente que a viveu e sofreu! No 'Romanceiro do Rio de Ja­neiro', que estou preparando para o IV Centenário, procuro usar, em cada capítulo, a linguagem da época."

 

A última entrevista de Cecília Meireles. Publicada na revista Manchete, ed. nº 630, em 16/5/1964, incluída em Pedro Bloch entrevista, edição e seleção de Carlos William Leite, Bloch Editores, 1989. 

 

POR QUE ESCREVO 

 

“Chega sempre um momento em que se pergunta: ‘Mas, na realidade, o jornalismo influenciou a sua literatura ou a sua literatura, o jornalismo? Mesmo em entrevistas mais rápidas, eu nunca escapo desta pergunta. Mas eu sempre digo – e é verdade – eu fui jornalista mais tarde, por uma questão de facilidade. Mas o que eu gostava mesmo era de escrever.”

 

 

RICCIARD, Giovammi. Autorretratos. São Paulo, Martins Fontes, 1991.

 

Antonio Callado 26/1/1917, Niterói (RJ) - 28/1/1997, Rio de Janeiro (RJ). Jornalista, romancista, biógrafo e teatrólogo.
 
Principais títulos: Quarup (1967), Bar Don Juan (1971), Reflexos do baile (1976), Sempreviva (1981).